29/12/2011
19/12/2011
A Biblioteca sorteou...
Queridos (as) Leitores(as)
A Biblioteca municipal sorteou hoje um Kit composto por uma bolsa da Livraria Cultura, marcadores de livros e o livro Guia do Mochileiro das Galáxias.
O nome foi escolhido pelo frequentador Israel Augusto que estava presente hoje de manhã e foi sorteado por ele entre papéis com números dos diversos leitores e leitoras da Biblioteca que durante o ano de 2011 estiveram presentes para fazer novos cartões e retirar livros emprestados.
A felizarda que ganhou o presente foi Alice Ambrosim Falqueto de 15 anos, moradora da Vila São Miguel e estudante do Ifes.
Parabéns Alice e Feliz Natal para todos que durante este ano estiveram conosco lendo, se informando e fazendo parte do mundo da leitura.
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Sorteio anual
12/12/2011
Biblioteca Nacional divulga resultado do Prêmio Literário 2011
Cerimônia oficial para entrega do prêmio nas oito categorias será dia 15 de dezembro
Há
17 anos a Fundação Biblioteca Nacional/MinC vem premiando os melhores
escritores e trabalhos literários do país. Em 2011, entre os escolhidos
uma grata surpresa que a literatura e o destino nos prega de vez em
quando: o teólogo pernambucano, Daniel Lima, de 95 anos. Ele guardava
seus poemas na gaveta, sem nunca imaginar o valor que eles tinham. Um
dia uma de suas alunas descobriu essas raridades e levou, sem ele saber,
para uma avaliação editorial. Resultado dessa “travessura” da aluna? A
obra Poemas (Companhia Editora de Pernambuco), que só foi revelada ao seu autor no dia do seu lançamento.
Alberto
Mussa, Sérgio Sant’Anna , Charles Kiefer, Marisa Midore Deaecto, Luís
Carlos Cabral, Gabriela Castro e Nelson Cruz, são os outros vencedores
nas oito categorias do prêmio, que seguem abaixo com o nome das obras e
também os segundos e terceiros colocados em cada uma delas. Os autores
recebem seus prêmios no dia 15 de dezembro, quinta-feira, no Auditório
Machado de Assis, na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro,
às 19h. Os primeiros lugares ganham um certificado e R$ 12,5 mil.
Os
Prêmios Literários da Fundação Biblioteca Nacional, criados com o
objetivo de estimular a pesquisa e a criação literária no país, concedem
anualmente uma premiação a autores, tradutores, e designers eleitos por
uma comissão julgadora composta por três profissionais renomados em
cada área de premiação.
A
premiação foi instituída em 1995, com exceção da categoria Literatura
Infantil e Juvenil, criada em 2007, por ocasião da comemoração dos
quinze anos do Programa Nacional de Incentivo à Leitura, o Proler.
Os vencedores são:
1. Prêmio Alphonsus de Guimaraens / Categoria: Poesia
1° lugar : Daniel Lima, com a obra Poemas (Companhia Editora de Pernambuco)
2º lugar: Marcos Vinicius Quiroga, com a obra Gullar Gullar (Editora Clara Comunicação)
3º lugar : Cláudia Schroeder, com a obra Leia-me toda (Editora Dublinense)
2. Prêmio Machado de Assis / Categoria: Romance
1° lugar : Alberto Mussa, com a obra O senhor do lado esquerdo (Editora Record).
2º lugar : Moacyr Scliar, com a obra Eu vos abraço, milhões (Editora Companhia das Letras)
3º lugar : Rubens Figueiredo,com a obra O passageiro do fim do dia (Editora Companhia das Letras)
3. Prêmio Clarice Lispector / Categoria: Conto
1° lugar : Sérgio Sant’Anna, com a obra O livro de Praga – Narrativas de amor e arte
(Editora Companhia das Letras)
2º lugar: Alessandro Garcia, com a obra A sordidez das pequenas coisas (Não Editora)
3º lugar: João Anzanello Carrascoza, com a obra A vida naquela hora (Editora Scipione)
4. Prêmio Mário de Andrade / Categoria: Ensaio Literário
1° lugar : Charles Kiefer, com a obra A poética do conto – De Poe a Borges: um passeio pelo gênero (Editora Leya)
2º lugar: Rita Rios, com a obra Poemas e pedras: A relação entre a escultura e a poesia partindo de Rodin e Rilke (Editora da Universidade de São Paulo - Edusp)
3º lugar: Ricardo Souza de Carvalho, com a obra A Espanha de João Cabral e Murilo Mendes (Editora 34)
5. Prêmio Sérgio Buarque de Holanda / Categoria: Ensaio Social
1° lugar: Marisa Midore Deaecto, com a obra O império dos livros: instituições e práticas de leitura na São Paulo oitocentista (Editora da Universidade de São Paulo - Edusp)
2º lugar: RonaldoVainfas, com a obra Jerusalém Colonial – Judeus portugueses no Brasil Holandês (Editora Civilização Brasileira)
3º lugar: Vera Lúcia Bogéa Borges com a obra A batalha eleitoral de 1910 – Imprensa e cultura política na Primeira República (Editora Apicuri/Faperj)
6. Prêmio Paulo Rónai / Categoria: Tradução
1° lugar: Luís Carlos Cabral,com a obra Malá Strana: vestígios de Praga, de Jan Neruda(Editora Record)
2º lugar:André Vallias com a obra Heyne, hein? Poeta dos contrários, antologia poética de Heinrich Heine(Editora Perspectiva)
3º lugar:Sergio Tellaroli com a obra Jakob von Gunten – Um diário, de Robert Walser (Editora Companhia das Letras)
7. Prêmio Aloísio Magalhães / Categoria: Projeto Gráfico
1° lugar: Gabriela Castro,com a obra Apreensões, de Bob Wolfenson(Editora Cosac Naify)
2º lugar: Elaine Ramos,com a obra Museu do romance da eterna, de Macedonio Fernández(Editora Cosac Naify)
3º lugar: Jonathan Shiguehara Yamakami, com a obra Eu vi um pavão, autoria desconhecida(Editora Scipione)
8. Prêmio Glória Pondé / Categoria: Literatura Infantil e Juvenil
1° lugar : Nelson Cruz, com a obra Alice no telhado (Editora Comboio de Corda)
2º lugar: Manu Maltez, com a obra Meu tio lobisomem (Editora Peirópolis)
3º lugar: Luís Dill, com a obra O estalo (Editora Positivo)
05/12/2011
Doações de livros usados para bibliotecas
A
doação de livros para uma biblioteca envolve uma questão bastante
delicada, pois da mesma forma que ajuda e colabora com o desenvolvimento
do acervo, em algumas situações ela gera certo mal estar para os
doadores e para a Biblioteca que recebe a doação...
É que na verdade, sem querer e com a maior das boas intenções, podemos estar criando um problema de difícil solução...
É que na verdade, sem querer e com a maior das boas intenções, podemos estar criando um problema de difícil solução...
Normalmente quando chega o fim do ano, é comum fazermos uma arrumação geral em casa, uma “faxina” para retirarmos do nosso convívio objetos que não utilizamos mais e que estão ocupando um espaço que poderia ser utilizado com outras finalidades.
É aí que mora o perigo para a Biblioteca!
Muitas
pessoas enxergam o livro seja qual for como um item sagrado e que não
deve ser em hipótese alguma jogado fora, porém a realidade dele pode ser
bem diferente. Existem livros raros, edições limitadas e especiais que
realmente o conhecimento técnico indica para a realização um trabalho
adequado de preservação para manter, em condições adequadas, este livro
especial no acervo.
O
problema é que muitas pessoas confundem o que é “raro e precioso” com
livros que na verdade deveriam obrigatoriamente ser descartados por
estarem sem condições de uso (sujos, rasgados, riscados e sem capa),
desatualizados, infestados com mofo, insetos, neste último caso então, muito perigoso para uma
biblioteca porque traças e livros, definitivamente não combinam!
As bibliotecas normalmente nesta época do ano recebem muitos livros bons como doação, mas tambem recebem caixas e caixas de livros em péssimo estado de conservação, com tudo enquanto é tipo de inseto e sujeira, lagartixas, baratas, traças, cupins, enfim... Uma tristeza, pois nem sempre conseguimos fazer uma triagem no momento em que eles chegam e é preciso de guardá-los dentro da biblioteca e se por acaso houver insetos nas caixas, será muito difícil conter uma possível infestação...
As bibliotecas normalmente nesta época do ano recebem muitos livros bons como doação, mas tambem recebem caixas e caixas de livros em péssimo estado de conservação, com tudo enquanto é tipo de inseto e sujeira, lagartixas, baratas, traças, cupins, enfim... Uma tristeza, pois nem sempre conseguimos fazer uma triagem no momento em que eles chegam e é preciso de guardá-los dentro da biblioteca e se por acaso houver insetos nas caixas, será muito difícil conter uma possível infestação...
Outra
questão que gera conflito é com relação à relevância do material doado.
Pode acontecer de serem livros já muito desatualizados, com conteúdo
não interessante para os leitores e não restará nada a não ser
descartar o livro.
Só
que muitas pessoas não entendem isso e ficam chateadas, pois acham que é
má vontade dos funcionários em aceitar, ou se retornam a biblioteca e não
encontram sua doação na estante ficam contrariados, reclamam...
Há casos em que os livros vão para o lixo, chamam repórteres, denunciam o "descarte" de livros quando na verdade são livros realmente sem condições de uso. É preciso ter conhecimento mais técnico para entender como é feita a política de descarte de uma biblioteca.
Então, fica aqui esta observação e pedido especial de: bom senso. As doações serão sempre bem-vindas e importantes, mas precisamos analisar antes de doar e verificarmos se o que levaremos para a biblioteca está em condições de uso, terá importância e oferecerá qualidade para o acervo e relevância para os leitores. E se resolver doar realmente, entender que o profissional que atua na biblioteca é o que melhor saberá avaliar esta doação e dar aos livros o destino correto.
Há casos em que os livros vão para o lixo, chamam repórteres, denunciam o "descarte" de livros quando na verdade são livros realmente sem condições de uso. É preciso ter conhecimento mais técnico para entender como é feita a política de descarte de uma biblioteca.
Então, fica aqui esta observação e pedido especial de: bom senso. As doações serão sempre bem-vindas e importantes, mas precisamos analisar antes de doar e verificarmos se o que levaremos para a biblioteca está em condições de uso, terá importância e oferecerá qualidade para o acervo e relevância para os leitores. E se resolver doar realmente, entender que o profissional que atua na biblioteca é o que melhor saberá avaliar esta doação e dar aos livros o destino correto.
Marcadores:
doações de livros,
livros usados
22/11/2011
O borracheiro dos livros
Fonte: Blog do galeno
por Galeno Amorim - 21/09/2011
Onde já se viu misturar livros com pneus?! E com graxa, ainda por cima?!? Isso vai dar certo não... Escolado na vida, Seu Joaquim, do alto dos seus 40 anos na profissão, deu o veredicto: não havia a menor chance de aquilo dar certo.
Era como água e vinho... Seu Joaquim borracheiro só não contava com a teimosia do filho, cabeça dura como o pai. Coração mole como é, acabou fazendo vistas grossas. Quando viu, lá estava ela: era uma estante modesta, com seus setenta e pouco exemplares hermeticamente enfileirados (até parecia que o menino levava mais jeito para trabalhar em biblioteca, não na borracharia, ele pensou).
Mas daí a pouco já eram 600 livros. Com o tempo, chegaram a 3 mil. Hoje em dia, passam, seguramente, de 10 mil obras, dos mais variados gêneros.
A Borrachalioteca de Sabará, uma inusitada experiência na cidade histórica no entorno de Belo Horizonte, começou assim. Tudo muito simples. De forma bem natural. Tal qual, afinal, seu criador, Marcos Túlio, o filho turrão do seu Joaquim Damascena.
Quando tomou a decisão de dar uma mão para o velho pai no pequeno negócio da família, montado num pequeno salão alugado na periferia de Sabará, Marcos só não abriu mão de levar junto seus livros. Nas horas de folga, ele aproveitava para ler. Lia de tudo. E achou que devia compartilhar aquela experiência que tão bem fazia a ele com a vizinhança.
Quem primeiro aderiu foi a meninada da redondeza, mais interessada na sua coleção de gibis. Em seguida, apareceram uns marmanjos. Logo aquela invencionice já era sucesso de público e crítica. A freguesia, a princípio, se espantou. Como assim?! Livros em plena oficina, rodeados por pneus, borrachas e ferramentas?!?
Mas a clientela logo se acostumou. E aprovou! Tanto que muitos acabam aproveitando o tempo de espera, enquanto aguardam que o pneu furado seja devidamente remendado, para... ler um pouco. Isso! Para muitos daqueles clientes apressados e estressados, essa é uma das raras vezes que fazem isso no seu dia a dia: ler um livro!
Mas a maluquice do Marcos também começou a modificar a vida do lugar. A vizinhança da Praça Paula de Souza Lima, em Caieira, bairro que beira o Rio das Velhas, ficou mais sabida. A meninada anda falando com indisfarçável intimidade sobre Thiago de Mello, Drummond e outras figuras ilustres que, até então, não passavam de simples desconhecidos por aquelas paragens.
E vida por ali vai, aos poucos, tomando outros rumos. Foi assim com o próprio Marcos, que ganhou uma bolsa de estudo e foi fazer faculdade. De Letras, é claro: embora não pense em deixar a borracharia do pai, agora quer dar aulas e espalhar por aí, para pessoas que, como ele, vivem nas periferias das cidades brasileiras, essas coisas dos livros, seus autores e suas histórias.
A coisa vem dando tão certo que Marcos Túlio Damascena resolveu abrir ali o Instituto Cultural Aníbal Machado, uma ONG da leitura que já abriu sucursais em outros pontos da vida e no presídio local.
Por que ele faz isso?!
O borracheiro dos livros tem a resposta na ponta da língua:
- Além de dar prazer, a leitura ainda por cima instrui as pessoas... Todo mundo tem que ler!
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